quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O RIO QUE VIVE MORTO


- O RIO QUE VIVE MORTO!
À procura de vestígios das actividades humanas, das pontes, passadiços e caminhos de granito junto ao Leça em Guifões e Leça do Balio, encontrei muito desafio. Diversas veses entrei, desci quase a pique em algumas ruas não sinalizadas de SEM SAÍDA, e fui ter ao rio e bouças sem caminho, obrigando-me a regressar subindo e subindo, que o bom treino é que importa.
Depois aquele mal estar de quem aprendeu a nadar e a pescar no rio Leça de águas límpidas e cristalinas por volta dos sete anitos, há mais de cinquenta anos. No moleiro e em Parada de Águas Santas.
Pareceu-me que o rio, moribundo, estava a tomar banho cheio de champô, anticaspas e amaciadores da pele, do cabelo, das lixívias, dos ácidos, tintos e desinfectantes; dos herbicidas e fertilizantes, sobre o musgo que já se não vê nas suas margens, nem as partes mais íntimas do rio e da vida e da natureza, onde nem as aves vão beber. UM HORROR!
Toda esta "exportação" poluidora, para Matosinhos, para o mar, já vem dos concelhos a montante,desde a sua nascente em Santo Tiro, passando por Valongo e Maia, suportando as incultas e modernas poluições doentias do consumismo, antes de ao mar chegar e vomitar a sua morte, depois de tanta luta inglória a servir, desde que nasceu, as populações por onde passa e é torturado vezes sem conta.
Mas como é possível as pessoas, os humanos falarem em respeito pela água, se nos rios despejam todos os venenos!? ASSASSINOS! - José Faria

Sem comentários: