quarta-feira, 11 de maio de 2016

CAMINHO INTERIOR DE SANTIAGO DE COMPOSTELA


Caminho Interior de Santiago a partir de Lamego.
Realizado pelo Pedal Novo – José Faria – António Borges – Carlos Silva e Joaquim Moreira
Distância percorrida – 368,2 km // Tempo em movimento: 38:42:45 – 6.151 m
Elevação – 83 W – Potência média estimada: 11.558 KJ
Consumo de energia média: 9,5 Km/h   -   Máx. 61,2 Km/h
Tempo decorrido: 105:28:45
LAMEGO - Início do nosso Caminho
As maiores dificuldades em trilhos difíceis foi na régua descendo e subindo por entre caminhos das vinhas.
 Sempre bom nos dois primeiros dias e com muitas trilhos
por ciclovias, infindáveis, por antigas linhas ferroviárias
e com bom tempo de sol.
3º Dia na fronteira, Portugal // Espanha, já com a chuva a par.
 4º Dia no sossegado Albergue de Lasa.  Agradável e repleto de memórias de peregrinos de muitos países.
 5 º Dia. A meio de estradões de subidas infindáveis, entre serras e mais serras, deparámo-nos com o Mosteiro de Oseira.
 Chegada a Santiago de Compostela, sempre com chuva, há 3 dias, o que nos obrigou a comprar impermeáveis.
 Depois da dormida no Albergue da Estação, onde ficaram as mochilas e bicicletas, veio a aquisição de guarda chuvas e visita à Catedral, assistir à purificação dos peregrinos e aquisição de lembranças.
Altar principal da Catedral de Santiago.
Cerimónia e Missa de Purificação - "Bota fumeiro" em movimento.

 
Regresso de comboio até Vigo e daí em carrinha até casa, graças à prestável e simpática colaboração do nosso especial amigo Carlos Silva e dos seus pais
 
O MEU PROPÓSITO – O MEU CAMINHO
Independentemente da lenda, da história e dos contos e ditos sobre Santiago de Compostela, o meu caminho é a minha vida, enquanto continuar no caminho, como todos caminham o seu caminho de existência.
A lenda, vivida e participada com tanta popularidade por tantos povos de tantos países, tem também a sua natural influência na minha atitude de aventura e fé em percorrer como bicigrino o Caminho de Santiago. O primeiro, Caminho Português, realizado em 2015 e o segundo, Caminho Interior, a partir de Lamego em 2016.
 
Mas é a procura de mim; a procura do entendimento dos conflitos da humanidade e da vida; os vestígios de outros tempos e de outros povos que verifico sensibilizado nas ruinas que encontro no caminho; a procura da paz consciente da alma e do pensamento; o desprender-me de coisas, comportamentos e pensamentos maus e nefastos; o encontro e envolvência com a paz e a beleza da natureza virgem e desumanizada; a aventura do meu caminho é a aquisição disso tudo mas, sobretudo, de limpeza, agradecimento à vida e engrandecimento espiritual, complementado com pequenos fragmentos religiosos, desportivos, de aventura e descoberta de valores mais altos e divinais.
 
Por isso entendo e me emociono, sensibilizo-me muito facilmente perante vestígios de vidas de populações há muito desaparecidas, nas ruinas que encontro, ou nas árvores frondosas com centenas de anos. E agradeço à vida, durante todo o Caminho, já que o seu final, a Catedral de Santiago de Compostela, é só mesmo o objetivo alcançado da aventura do meu caminho. Imponente e majestosa com muitos e muitos séculos de história, ergue-se a Catedral, rica de altares e de esculturas simbolizando o sagrado; com grandes caixas para esmolas no seu interior; tal como elevado número de pobres pedintes na praça e nas ruas estreitas que envolvem a Catedral de grande ostentação de poder e riqueza que se ergue a partir de um altar em ouro e prata.
O meu caminho está na rua, com a vida de todas as vidas, nunca no início nem no fim do caminho, mas no tempo e na vida que liga esses dois pontos, do nascer ao perecer.
                                                                                              José Faria
 

2 comentários:

Anónimo disse...

Parabens pelo artigo
Bom Caminho!

www.caminhosantiagoviana.pt

Faria disse...

http://faria-palavrasvivas.blogspot. com